25 de jun de 2014

Um simples gostar

Hoje eu quero paz de espírito e um gostar simples. Daqueles rotineiros e apaziguadores, em que a gente possa se pacificar juntos – assim, bem cadente, bem gostoso, bem tranquilo…

Não quero mais consternações, teorias ou joguinhos premeditados. Só quero sentar, admirar a paisagem e vagar entre os olhares tranquilos e certos de que, ali, existe alguém que talvez não seja a paixão mais louca do mundo, mas que entende a valia da palavra “sinceridade” e sua influência na felicidade alheia.
Eu não falo de amores modernos e de sentimentos quase imensuráveis, mas de um gostar descomplicado, sereno, confiante, leve e brando. Daqueles que se gosta pelo que se é, não pelo que se tem ou o que se faz. Daqueles erguidos e mantidos pela franqueza. Daqueles que seguram as pontas quando necessário e transformam os nós em laços.
Emoções são boas, loucuras também, mas, hoje, estendo meu direito de querer ser simples. Não quero muita coisa, não. Conforto no olhar e compreensão no sorriso já bastam. Só quero calmaria, trilhar um caminho fresco e sonhar enquanto passeamos nas veredas da vida.
Talvez eu tenha cansado de conhecer e desconhecer pessoas. Talvez eu tenha cansado de ter que ficar redescobrindo a confiança naqueles que me circulam. Hoje só quero paz, tranquilidade e risos sinceros. Na verdade, quero tudo sincero, é só disso que preciso. Você e sua sinceridade. O resto, a gente decide amanhã no café da manhã.
— Frederico Elboni

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