1 de jun de 2011

O sentido

Não ouvimos o grito que ecoa em nossas entranhas, o gemido dos fracos, a dor que lacera o vizinho.
O eco da Terra que reverbera no espaço.
Com portas fechadas, não ouvimos o nosso próprio grito, em busca da conquista do espaço.
A flor nasce, e não vimos, e aquela árvore que foi cortada logo ali na esquina, também não vimos.
Não lembramos dos amigos distantes, como se eles não fizessem a menor diferença em nossas vidas.
Apenas um instante ficamos alerta e logo passamos  adiante.
Para onde? Não sei.
Parar é perder tempo
E o tempo?
O que é?
Não temos nem tempo para sentir o tempo.
Os dias passam e logo vem a sexta - feira, os finais de semana...
E o bebe que estava na barriga da vizinha, já corre pela pracinha.
E assim vamos, passando pelo mundo, muitas vezes sem  mostrar quem somos.
Alguns com suas buscas incessante, que contém o desejo velado de ser um neném de colo, ter um conforto num útero quentinho.
Buscamos o amor, e nos sonhos nos distanciamos do viver.
Estamos a espera do abraço, do encontro do olhar, da palavra não dita.
Assim seguimos e corremos, na busca do que estamos a aguardar.
Assim passamos nesse estranho viver.

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