28 de abr de 2011

O fim vem com o perdoar

O fim chega e com ele todos aqueles sentimentos confusos e os conflitos.
Após tentar, tentar de novo, avaliar e reavaliar, vemos que não há mais por que continuar. Se o outro é que finalizou, também finalizamos no momento em que decidimos não tentar mais reverter.
Então, é o fim. Mas, se é o fim, por que não consigo simplesmente estar livre e contente em poder começar algo novo? Por que ainda há tantas considerações, perguntas e sentimentos conturbados aflorando, ecoando como vozes de uma multidão na cabeça?

Simplesmente o peito, o coração não abre e a gente sabe que tem algo que não deixa abrir a porta pra alegria de novo.
Embora dê uma certa preguiça em começar tudo de novo ao terminar uma história, uma relação, é fato que deveríamos estar felizes em poder escolher novamente, em estar livre para novas e melhores escolhas. Mas onde está este entusiasmo?

Ao final de uma relação é muito bom avaliarmos o que poderia ter sido diferente, onde fomos incoerentes, o que "não deu certo". Mas, em geral, as frases que "brotam" são de acusações. O outro fez isso ou aquilo, deixou de fazer uma lista de coisas.
Em certo momento começamos a ver em que "erramos", afinal, é isso que importa para novas histórias, para melhores escolhas. Aí é que começa toda a raiz do problema. CULPA!
Começamos a remoer a "perda de tempo", ter sido "feito de bobo", ter se dedicado demais, ter acreditado, ter criado expectativas, dá pra encher uma página com a lista, se anotarmos os pensamentos aleatórios que surgirem.

Aí está a chave: PERDOAR!
Simplesmente evoluímos, a vida segue seu curso, a mudança é a única coisa que não muda. Avaliamos? Já sabemos o que faríamos e faremos diferente? Já sabemos o que é de nossa responsabilidade e o que é do outro? Hora de deixar ir. Hora de libertar a história e, assim, se libertar.
Liberdade é uma qualidade que reside na alma. Se o coração ainda está RE-sentindo, ainda há correntes e não há espaço para a alegria e fé no futuro, fé no agora que já está acontecendo sem ser sentido e vivido.

Como deixar ir? Perdoando. Mas vamos direto ao perdão mais difícil de todos: o perdão a si mesmo.
Perdoemo-nos por tudo que parece óbvio agora, mas que não parecia assim antes; perdoemo-nos por ter amado e não ter sido correspondido; perdoemo-nos por ter-nos achado capazes de conquistar mais do outro; perdoemo-nos pelos erros que comprometeram a confiança do outro em nós; perdoemo-nos por ter acreditado; perdoemo-nos por ter vivido, por ter sentido, por ter vibrado, por ter simplesmente sido humano. Perdoemo-nos por ainda gostar; perdoemo-nos por ainda querer algo que não nos faz bem, perdoemo-nos. Perdoemo-nos por não querer mais e ainda assim pensar; perdoemo-nos por querer saber do outro; perdoemo-nos por ainda não estarmos a fim de uma nova tentativa; perdoemo-nos por não estar nem aí enquanto o outro chora, perdoemo-nos.
Amor incondicional, tema de tantos outros textos e reflexões...
O amor incondicional começa dentro de nós mesmos, por nós mesmos. Este é o desafio. Amar é perdoar, perdoar é se libertar. Liberdade é um estado de alma de plenitude, de vontade de voar por novos céus. Não há novos horizontes para quem olha pra trás e nenhuma despedida é real se não for com amor.
Perdoa-se, você merece!

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