29 de abr de 2011

Apenas palavras

Um dia, um certo pied noir chamado Albert Camus disse "We only know of one duty, and that is to love”

Esta foi uma das brilhantes frases deste escritor e filósofo argelino que escreveu "A Peste" e que ficou imortalizado pelo "Invincible Summer" e que escrevia tanto sobre Santo Agostinho como sobre o Amor. Ontem deixei no meu mural "Malditas palavras capazes de partir os mais fortes corações e matar as mais alegres pessoas". De Palavras ainda não sei tanto como Camus, mas sei o mal que podem fazer assim como o mal que o rombo e fosso de um silêncio pode fazer a um coração. É como cairmos num poço de gelo, mas sentimos tudo. O frio cortante, e o pior: não perdemos consciência. Não há hipotermia, há sim um sentido apurado ainda mais do que nos está a acontecer, do que as palavras não estão a dizer. E, por isso, quando alguém, um amigo, ou nós próprios conseguimos sair a tanto custo do poço, gelados, molhados, com -15ºC lá fora sem niguém para nos aquecer, só temos as palavras para nos defendermos. É assim o Amor. Cada um defende-se como sabe.

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