14 de out de 2010

Retiro o medo

Hoje abro minha caixa de papeis, ilustrada com Monet - "Water Lilies" - 1914, e retiro meu medo.
Medo, de continuar num desenho que sei que não é totalmente meu.
Medo, de entregar um trabalho que estou totalmente descrente.
Medo, de mais um zero na minha coleção de notas matemáticas.
Que na verdade, elas não dizem quem eu sou.
Elas dizem somente como me sinto, em frente de muitas expectativas.
Como posso colocar em umas horas,  tudo em prova.
Hoje entrego meu coração a esse desenho, que não é totalmente meu.
E vamos ver no que vai dar!
Se tornou o que esperam de mim ou o que o sistema educacional quer desse país.
Se tornou o que meu mestre gostaria de ver e sentir.
Uma tortura sobre minha coroa.
A plasticidade se perdeu, e acabo de entra por um momento, na comercialização desenfreada.
Espero que isso não me corrompa, ou me desintegre em particulas.
Espero que  eu consiga achar neste fundo de poço uma mola e saltar.
Talvez quando eu encontrar, alguém que veja formas infinitas nas nuvens.
Ou talvez quando eu encontrar, alguém que veja cavernas labirínticas na lixeira de papeis.
Quando encontrar esse alguém, firmarei meu propósito na terra.

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